


TROCA-SE UM DIA DE ESCRITOR POR UMA TOALHA NA PRAIA
As minhas vizinhas devem imaginar que vivo da droga ou do desemprego. Eu no lugar delas também era capaz de pensar o mesmo, se visse todos os dias, de manhã à noite, um tipo que não sai de casa, assomando, desgrenhado, à micro-varanda para avaliar se o Verão ainda lá está, ou para tentar avistar o carro que estacionou no mesmo sítio, muitos dias atrás, e onde os pombos desenharam com excrementos "Welcome to the real world".
Se alguém quiser uma vida de escritor com romance para entregar na gráfica, JÁ,JÁ, e que ganha paralelamente o pão como argumentista com deadlines tão pequeninos que seria preciso uma lupa para os ver, que avance. Não que eu não goste desta tortura. Mas, hoje, só hoje, trocava a conversa com as minhas personagens por um lugarzinho na areia...
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